Paradigmas Filosóficos Orientais em Ciclos Contemporâneos para Piano: Dimensões Estruturais-Semânticas
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.84923Palavras-chave:
Ciclo para piano, Análise estrutural-semântica, Composição contemporânea, Interação intercultural, Modelo de gênero e formaResumo
Este artigo examina como conceitos filosóficos orientais de tempo e ser informam o pensamento composicional contemporâneo para além de alusões estilísticas e temáticas. O estudo busca identificar como categorias orientais de tempo se integram à estrutura de obras cíclicas para piano do século XXI e como moldam a organização e a semântica do tempo musical. O corpus reúne três ciclos para piano: Triptych (Esoteric), de Bakir Bayakhunov (2006), Yoga Suite, de Michel Allard (2013), e Spirits, de Chen Yihan (2013). A metodologia combina interpretação hermenêutica, abordagem semiótico-filosófica de modelos temporais arquetípicos, análise comparativa e tipológica e análise entonacional, com atenção a processos texturais e registrais. Os resultados identificam três modelos estruturais-semânticos de ciclicidade: caminho ritual em Triptych (Esoteric) (dualidade – causalidade – libertação), modelo espiral em Yoga Suite (retornos transformados e estados acumulados) e metamorfose em Spirits (transformação contínua entre cristalização e dissolução). Com base nesses achados, o artigo fundamenta o modelo de gênero e forma (genre–form model) como categoria analítica integrativa que articula premissa de gênero, organização temporal e semântica filosófica, defendendo que ciclos pianísticos contemporâneos podem ser abordados como processos de formação semântica, e não como esquemas fixos de repetição.








