Renaissance de Beyoncé (2022) como universo cultural: marketing musical, narrativa transmídia e construção de marca
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.85019Palavras-chave:
Indústria musical, Imagem de marca, Marketing, Participação cultural, Grupo sexual minoritárioResumo
Este estudo toma como objeto de análise o projeto Renaissance (2022–2023), de Beyoncé, concebido como um universo cultural expandido. O objetivo principal é examinar como sua marca se constrói e se consolida por meio de uma campanha transmídia. Busca-se compreender em que medida esse caso ilustra transformações recentes do marketing musical e do branding artístico na era pós-digital. Adota-se uma abordagem qualitativa e interpretativa, por meio de um estudo de caso instrumental. O corpus combina fontes primárias e secundárias. A análise descritiva e a semiótico-cultural permitem identificar padrões narrativos e estéticos e desvendar significados sociais. Os resultados mostram que Renaissance consolidou uma identidade disco-futurista por meio de símbolos recorrentes, narrativas em atos e do engajamento ativo da comunidade de fãs da artista, que ampliou o projeto com desafios virais e leituras coletivas. A turnê mundial e os eventos exclusivos trasladaram a estética do álbum para o plano presencial, enquanto colaborações com marcas de luxo e a distribuição independente do documentário reforçaram sua dimensão cultural. Conclui-se que Beyoncé transformou um lançamento musical em um acontecimento global que dá visibilidade e homenageia comunidades afrodescendentes e queer. O estudo oferece uma visão abrangente do marketing musical pós-digital e mostra como um projeto artístico pode operar como um universo transmídia que combina estética, ativismo e marca. Renaissance apresenta-se como um modelo paradigmático de branding cultural na era pós-pandemia e abre questões sobre acessibilidade e sustentabilidade.








